O que devo fazer ?
Devo morrer no deserto de si mesmo ?
Devo fazer parte da grande massa ?
Devo junto a tais, preencher meu tempo com deveres inúteis ?
Devo preencher este vazio com atitudes e sentimentos cujo tais te fornecem um retorno limitado ? Sendo este retorno nada mais que uma experiencia, necessária sim, mas não evolutiva. Nada que precise ser dito, feito ou sentido novamente. O resto é distrações.
Somos prisioneiros da existência, mas poucos sabem disso.
Estes encontram-se iludidos, para mim, em um estado psíquico cíclico e desenxabido.
Ou será eu ?
Será que sou eu que me encontro numa realidade inanimada e errada ?
Minha realidade onde só tenho o dever de aprender para uma evolução construtiva, mais insípido quando deparo-me com a monotonia do que é mais aceito, e com certos hábitos inveterados.
Agora percebe-se que de qualquer forma, encontro-me em um filme em que todos os personagens permanecem ausentes.
E é com esse pensamentos que criei este meu estado constante de haurir, do meu inconsciente, as vontades e desejos obscuros, egoístas, prazerosos e extremos.
Hoje protejo-me com uma frieza seriamente treinada, para que não haja dúvidas ligadas a minha convicção hermética.
Mas isso não é apenas por decepções ou prostração
Nem só por misantropia
Muito menos pela incompreensão dos demais
Mas também, e mais importante, pela busca de um espelho em que o reflexo esteja em uma ordem certa;
Seja lá o que venha ser certeza.


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