Para existir ele só precisou materializar-se, isso foi tão fácil que nem precisou de sua permissão, de sua crítica ou imaginação, que aliás ele foi completamente inútil no processo. Inútil desde o início. Então surgiu-se uma anatomia grotesca com formas desprezíveis, curvas sem sentido , pequeno e dependente, esqueleto inapto de qualquer coisa. Inútil desde o início.
Nesta cabeça será que há pensamentos? Não. A princípio e só confusão. Tudo é embaçado e confuso. O mesmo começo será como o fim.
O Caos e o Caos. Essa palavra poderia ser o próprio Deus.
Agora começamos as aprendizagens básicas, são exatamente estas que dirão a personalidade futura. Dependendo do que for obtido, virá uma copia totalmente insuportável de tudo o que foi adquirido. Apenas uma xerox descarada de tudo ao redor. Isso sim é um verdadeiro melasmo do existente.
E depois? Depois viverá como todos os outros. Toda a rotina criada já existia em algum outro continente. Tudo já existia. Nada precisaria de mais nada. Qualquer nova invenção será sem sentindo no final de tudo. Sem sentido assim como o antes o agora e o depois. Tudo virará pó. Tudo em vão guando chegamos ao final. Enquanto existimos a realidade parece fazer sentido, os sentimentos, os acontecidos, as criações e a aprendizagem. Mas o final pra nós é virar pó. Porque um dia tudo acaba virando pó.
E isso não precisa ter lógica alguma. A final de contas, quem liga pra isso ?
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